quinta-feira, março 29, 2012

A matemática do namoro

Estou carente, sozinho. Preciso de um abraço. Preciso de alguém que vá me entender, alguém para quem meia frase basta. Um olhar explicará tudo e o sorriso dela fará com que todos os meus problemas se anuviem e eu consiga enxergar apenas o quão doce é beijar aquela linda menina. Minha alma gêmea, a menina que terminará as minhas frases, que dará razão aos meus dias. E será perfeito.
Mais ou menos… ou melhor, bem menos.

Namoro é uma coisa complicada para o cristão. Em primeiro lugar a Bíblia não fala de namoro. Fala somente de casamento… mas não de namoro. Logo, o cristão que decide começar um namoro deve o fazer somente se houver a real possibilidade de casamento. Não, você não precisa saber se aquela é a pessoa com quem vai passar o resto da vida. Mas, se você tem certeza que não pode viver com aquela pessoa ou se quer vislumbra, mesmo que num futuro bem distante, o casamento… então namorar não faz o mínimo sentido.

Namoro é uma etapa na qual duas pessoas se comprometem a se conhecer com interesses explicitados. Namoro não é entretenimento emocional ou a prática de como se relacionar com o sexo oposto. Quando alguém faz algo com muita frequência, geralmente se torna experiente no assunto e, consequentemente, adquire bastante sabedoria em relação à tal prática. Paradoxalmente, quando se fala de namoro, os que mais namoram geralmente são os que não têm a menor ideia do que fazem.

O casamento (conclusão lógica de qualquer namoro de sucesso) é o resultado de duas pessoas de pé que se complementam. Namoro não é duas pessoas inclinadas, apoiadas uma noutra que se completam. Pois quando esse tipo de namoro acaba, ambos caem. Mas, logo começam a namorar uma outra pessoa para “preencher o vazio”. Achei o vídeo a seguir sensacional!


Namoro é isso! Duas partes se unindo para criar algo maior que o valor de cada parte individualmente. Mas para tanto, você tem que ter algo para somar. Se você entra num relacionamento para ser servido, para receber, acaba neutralizando a outra pessoa. E isso não é um relacionamento saudável.

O que é que o mundo nos ensina? “Fundamental é mesmo o amor.
 É impossível ser feliz sozinho…” Mentira. Antes de aprender a ser feliz a dois, é necessário aprender a ser feliz sozinho. Ou melhor, a encontrar sua felicidade e sua identidade em Deus, em primeiro lugar. Uma vez que isso for estabelecido, o amor a dois então se torna a real união de duas felicidades distintas para então se formar uma felicidade maior do que cada parte individualmente.

Deus nos fez para a glória d’Ele, então nunca seremos verdadeiramente felizes até que encontremos a Sua felicidade absoluta. Podemos buscar quantos abraços e carícias forem necessários, mas nunca serão o suficiente. Nenhum abraço suprirá, nenhum relacionamento lhe dará a devida satisfação, pois aquilo que procura não pode ser suprido numa pessoa deste mundo.

Deus criou o casamento, assim como todas as outras coisas, para a Sua glória. Qualquer relacionamento que não for segundo a vontade d’Ele será apenas mais um a ser eventualmente esquecido.
E para você que está sozinho?

Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. Deleita-te também no SENHOR, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará.” Salmos 37.3-5
Por Andrew McAlister

Via pulpitocristao

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