quarta-feira, outubro 26, 2011

Trechos do testemunho de quem soube esperar

Esperar. Ninguém, a menos que tenha uma certa maturidade, gosta de esperar. Mas foi extamente isso que fez a britânica Sophie Atherton: esperou 32 anos para perder a virgindade. Em parte por conta de uma doença grave no início da vida adulta, em parte por ter outras prioridades.


Confira abaixo o testemunho da britânica publicado pelo jornal The Guardian:

“Antes de atingir a idade do juízo, eu estava desesperada para perder minha virgindade enquanto ainda fosse ilegal. Achei que fosse desafiar a autoridade. Quem são eles para me dizer quando eu estava pronta para transar? Mas não aconteceu, embora meu primeiro beijo, aos 15 anos, tenha quase ido longe demais. Ao contrário, acabei fazendo algo muito mais rebelde e incomum: eu me mantive virgem até os 32 anos.(…)

Como minha virgindade persistia, eu tive a experiência incomum de me desenvolver e crescer sem a influência de um parceiro. Eu não odeio homens – muito pelo contrário; por ter passado tanto tempo sem um homem no meu pé pude apreciar até melhor a companhia deles.

Algumas pessoas pensam que esperar tanto assim significa que havia algo errado comigo. Mas eu ganhei muito ao adiar o início da minha vida sexual. Tenho certeza de que isso foi, em parte, responsável pela minha força de caráter e minha natureza decidida. Tenho que dar crédito aos meus pais por me darem as fundações de uma quase inabalável auto-confiança, mas acho que tudo que construí veio, em grande parte, por eu não estar em uma relação com um homem até que eu completasse 30 anos.

Para uma mulher, falar ‘não’, e fazer sexo apenas quando ela realmente quer, é um ato básico, mas muito poderoso. Demonstra que ela é independente e livre, e, talvez, quanto mais tempo uma mulher se mantém virgem, mais ela tem respeito por si própria e controle sobre seu próprio corpo.

O legado de minha longeva virgindade vai além da independência – acho que ela me deu uma resistência extra para lidar com as dificuldades da vida e me ensinou a ter paciência. Nossa cultura pode ser a de ‘tudo agora’, mas eu aprendi a esperar. E uma das melhores coisas foi em relação ao sexo em si. Enquanto algumas mulheres da minha idade perderam seu interesse, eu ainda acho tudo tão excitante quanto a primeira vez.”

Escrito por Célio Reis, tradução do testemunho do inglês por Letícia Sorg

Fonte: mulher7x7

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